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Tesla Robotaxi (Foto: Tesla)
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Robotáxis da Tesla estão a aprender a detetar melhor gatos no escuro

Autor auto.pub | Publicado em: 06.10.2026

A Tesla prolongou por uma hora, ao serão, o horário de funcionamento do seu serviço de robotáxis em Austin, mas Elon Musk reconheceu que a deteção de objetos no escuro ainda limita uma maior expansão das operações noturnas. Segundo Musk, a Tesla está a tentar evitar situações em que um veículo não detete um animal pequeno, como um gatinho cinzento, sobre asfalto escuro.

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As câmaras precisam de luz e contraste

O sistema de condução autónoma da Tesla recorre sobretudo a câmaras e redes neuronais. Musk afirmou que a inteligência artificial pode melhorar a capacidade das câmaras para analisar os poucos fotões disponíveis em condições de pouca luz, mas a pouca luz e o baixo contraste são condições de funcionamento particularmente difíceis para um sistema baseado em câmaras.

Um animal cinzento sobre asfalto cinzento apresenta pouco contraste para uma câmara. O lidar aborda o mesmo problema de outra forma: emite impulsos laser e mede os seus reflexos. Por isso, o seu desempenho não depende diretamente da cor de um objeto nem da luz ambiente. A Waymo combina câmaras, lidar e radar nos seus robotáxis de sexta geração.

A Tesla, pelo contrário, mantém há anos uma abordagem baseada apenas em câmaras.

O serviço de robotáxis funciona agora até às 23h

A Tesla prolongou o horário do seu serviço de robotáxis em Austin das 22h para as 23h. Isso não significa, porém, que o problema da visão noturna esteja resolvido. Musk apontou especificamente a deteção de animais de estimação como uma das principais razões pelas quais o serviço ainda não foi alargado a horas mais tardias.

Isto importa porque o mesmo princípio físico se aplica a muito mais do que gatos. Um objeto com pouco contraste pode ser um pedaço de pneu caído na estrada, um objeto escuro ou uma pessoa vestida de escuro. Os objetos maiores são, naturalmente, mais fáceis de detetar, mas a visão noturna determina a margem de segurança de um sistema autónomo.

A Tesla quer expandir rapidamente o Cybercab

O problema dos robotáxis é uma questão estratégica para a Tesla, que associa grande parte do seu futuro ao serviço autónomo e ao Cybercab. A Tesla já integrou o Cybercab na sua frota de Austin, mas tem salientado a necessidade de prudência na expansão das operações de robotáxis.

Entretanto, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) está a investigar o comportamento dos sistemas autónomos da Tesla e a entrada em operação do Cybercab. Isto significa que melhorar a deteção de objetos à noite não é apenas uma questão de comodidade: está diretamente ligado à rapidez com que a Tesla pode expandir o seu serviço sem condutor.

Um gatinho é apenas um bom exemplo de um problema maior

O comentário de Musk pode parecer divertido, mas o problema técnico é inteiramente sério.

O sucesso de um automóvel autónomo não depende apenas da sua capacidade de conduzir em condições ideais. Muito mais importante é a forma como o sistema se comporta em situações-limite: na escuridão, à chuva, em contraluz e perante objetos com pouco contraste.

A Tesla tem agora de provar que consegue lidar com estas situações recorrendo a câmaras e software, sem acrescentar lidar.